
Noite muito fria em Aveiro e Teatro Aveirense esgotado para ouvir The Divine Comedy. O mesmo seria dizer, casa cheia para ouvir o génio de Neil Hannon. Regressa a Portugal para apresentar o mais recente trabalho Bang Goes The Knighthood lançado no final de Maio deste ano. Sobe ao palco de fato, chapéu bowler e cachimbo carregando uma maleta preta, qual british man cheio de estilo.
“Assume The Perpendicular” é nova e faz-se ouvir. Regressa ao início de carreira, ao álbum Liberation com “The Pop Singer’s Fear Of The Pollen Count”. Também do novo álbum, Neil Hannon introduz “The Complete Banker” falando sobre a situação económica actual, refere Grécia e Irlanda como exemplos e um “I hope not” de esperança para Portugal. O público parece adorar e com “Everybody Knows (Except You)” é uma certeza.
Mais à frente o público viaja até “Sweden”. The Divine Comedy conta com uma longa carreira com uma dezena de álbuns mas a idade não passa por este one man show. É um verdadeiro entertainer e faz rir toda a gente. Apesar de toda a alegria, a melancolia também marca presença com “The Plough”, de resto o próprio Neil Hannon afirma que também serve para descansar.
O novo álbum volta a assumir as despesas com “The Lost Art Of Conversation” e a muito bem recebida “At The Indie Disco”. Faz uma funny cover de Human League, “Don’t You Want Me”, toda a sala singalong e a paródia é digna de registo aquando dos agudos no refrão. A sua boa disposição contagia e mesmo entre um ou outro engano ao piano, o público está rendido.
Volta à guitarra com “A Lady Of A Certain Age” e a seguir ouve-se “Songs Of Love” do álbum Casanova. “Generation Sex” ao piano arrepia. “Our Mutual Friend” do longa duração Absent Friends é recebida entre muitos aplausos e assobios. A nova “Can You Stand Upon One Leg” tem direito a uma anedota vinda do público sobre um chinês confuso entre a palavra supplies e surprise. Teatro ao rubro. “Tonight We Fly” faz todos voar para um encore. “The Frog Princess” com direito a coro hino-de-França-La-Marseillaise e assobios. Para acabar, o muito esperado hit “National Express”. A noite estava fria mas a comédia divina deu conta do recado.






























